01/04/2013

Mini museu da história da escola parceira.


A comunidade com o nome de Dona Cândida teve o seu inicio no século XIX, pelos imigrantes italianos, o nome de Cândida se deu a Senhora Saboia Viriato de Medeiros.
No ano de mil novecentos e oito, foi ocupada por Guiusto Dalmagro, Victore Tremea, Luigi Matei, Antônio Celso, Delfino Mingori e João Guizzi.
Segundo os relatos que nos contam eles encontraram grandes dificuldades, a precariedade dos meios de transportes para chegar até este destino, com os poucos recursos que tinham foram abrindo caminhos, na época eles tiveram uma pequena ajuda do governo, como: foice, machado, armas e sementes para ali se situarem.
No ano de mil oitocentos e noventa vindos da Itália os Sºs Belludo, Cremora, Tirol Padora Veneza, deixando para traz amigos e parentes e foram em busca da Terra de lá Cucagna, que quer dizer que levaram quarenta dias para chegar a terra aonde eles queriam, a viagem foi com um barco e só andavam quando o vento soprasse a seu favor quando não era ao destino jogavam correntes para poder parar a viagem, nesta viagem se algum tripulante morresse era jogado ao mar, pois não tinham outro jeito.
As primeiras casas eram feitas de madeira e seu coberto de palhas trançadas para se proteger da chuva e demais riscos que os cercavam, as refeições eram feitas em um fogo de chão, depois com o tempo foi substituído. Eles plantavam feijão e milho e demais produtos.
Estas pessoas eram muito religiosas, eram devotos de Santo Antônio trouxeram sua devoção em uma imagem de madeira e construíram um capitel para esta imagem.


No ano de mil novecentos e dezenove, construíram uma igreja de madeira. Um dos meios de transporte de grãos era feito por mulas de Guisto Dalmagro, os grãos eram colocados em uma cesta de couro, na época chamada de broaca, mais tarde surgiram as carroças e as mesmas eram puxadas por mulas. Cada carreta seguia com nove mulas puxando, e na frente ia uma com um sino pendurado no pescoço que servia de guia.
O filó quase esquecido por nós era na época uma forma de encontro entre as famílias, eles rezavam o terço, cantavam canções italianas, uma delas era o Mussoli de Fiori, esta me lembro de que a falecida mãe cantava, e os homens jogavam cartas. Os artesanatos que temos hoje foram originados pelas mulheres da época. Elas faziam crochê, tricô e a “dressa” com a palha do trigo para a confecção dos chapéus usados para o dia-a-dia.
O padre que realizava a missa vinha de Vespasiano Corrêa. Ele realizava os casamentos, esses eram realizados pela parte da manhã na casa da noiva, depois era realizado o almoço, pela parte da tarde era servido, como de costume, o café colonial e pela parte da noite, o casamento seguia com música de gaita.
O primeiro meio de comunicação era o telefone sem fio (rádio) e tinha formato de chapéu e funcionava com uma bateria.
Em mil novecentos e trinta e oito, o senhor Cornélio Mattei adquiriu uma casa comercial e expandiu suas atividades econômicas com transporte.
O primeiro caminhão chegou por volta do ano de mil novecentos e quarenta e um e em oito de dezembro de mil novecentos e cinquenta e um seu Cornélio em homenagem a São Cristóvão, construiu com seus filhos na estrada um capitel, neste é realizado no mês de janeiro a tradicional festa do padroeiro São Cristóvão, este capitel fica hoje nas margens da RS 129, neste lugar os motoristas param e fazem suas orações para pedir proteção em suas viagens.
Um terreno foi doado pelo Senhor Cornélio Matei para a construção de uma escola, a qual recebeu o nome de escola pública de nº 100, Domingos Oselame foi o primeiro professor.
A construção dessa escola teve como ajudantes os moradores da comunidade e no dia vinte e sete de fevereiro do ano de mil novecentos e cinquenta e cinco a igreja de madeira foi desmanchada e construíram uma igreja de concreto que permaneceu até o ano de mil novecentos e noventa e sete.
Em mil novecentos e noventa e seis iniciou-se a construção de uma nova igreja e do ginásio de esportes da comunidade, depois de um ano de muito trabalho em seis de junho de mil novecentos e noventa e sete a igreja e o ginásio foram inaugurados.
Hoje a comunidade tem aproximadamente sessenta sócios, essas pessoas quase todas vivem da agricultura, em diversas culturas, uma das principais é destacado o cultivo da uva, a comunidade tem instalada uma escola municipal de ensino fundamental Cornélio Matei, é nesta que farei meu estágio, nesta escola hoje tem sessenta e seis alunos, oito professores, uma diretora, uma funcionária, duas estagiárias, e conta com a ajuda de uma supervisora, uma secretária da educação, a escola é visitada por uma equipe especializada, dessa fazem parte, uma psicóloga, uma dentista, uma nutricionista. 

Bibliográfia,foto de Santo Atônio retirada do blog da Rejane.



26/03/2013




Esta é a minha escola parceira.




                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             Esta escola pertence ao município de Dois Lajeados, na comunidade Cornélio Mattei, nesta escola tem três salas de aula, três banheiros, uma secretária uma biblioteca com uma televisão, uma sala de informática com oito computadores, ela não possui refeitório, os alunos pegam a merenda e vão para a sala de aula comer, nesta escola que é rural trabalham nove professores, uma monitora, e no momento tem duas estagiarias, no primeiro ano estudam sete alunos, no segundo treze alunos, na terceira quinze alunos, no quarto quatorze e no quinto ano dezessete alunos, no total a escola tem no momento sessenta e seis alunos.    



       Os alunos do 5ª ano têm aulas com três professores, eles trabalham por disciplina, um professor dá aula de educação física, os exercícios e os jogos são realizados no salão da comunidade.         
 Neste ginásio de esportes também são realizadas as festas da comunidade, onde uma delas é a festa do padroeiro São Cristóvão, protetor dos motoristas, outra professora dá aulas de ciências e matemática, esta leva seus alunos para a horta da escola.

                                                                                                                                                                                                                                       
    
A escola também dispõe de uma bela sombra e ao aredor dela bancos para os professores e seus alunos fazerem aulas ao ar livre em dias de sol e calor, e apenas um brinquedo que é muito desputados pelos mais pequenos, este lugar é ótimo para a hora do conto, outra professora é responsável pelas outras matérias, como história, geografia, portugues e religião.                                                                                                                                              
Os alunos dessa escola tem uma bela vista em torno da mesma,  pois a natureza reservou para este lugar lindas paisagens que podem ser apreciadas, e colocadas em trabalhos que podem despertar para o aluno um olar geográfico.

Bem perto da escola há uma igreja bem bonita que muitas vezes as crianças vão ter aulas de religião, esta é uma comunidade bem católica e participativa nos dias de missa e culto.   


 Bibliográfia: fontes próprias.